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Jústiça aceita denúncia contra integrantes de quadrilha especializada em fraudes bancárias

15 OUT 2017
15 de Outubro de 2017
A Justiça acatou a denúncia contra Márcio Merfort, 37 anos, Alexandre Menon, 40 e Jorge Luis Krauel, 57, apontados como integrantes de uma quadrilha especializada em fraudes bancárias em Santa Catarina. As investigações, realizadas pela Divisão de Defraudações (DD/DEIC), indicam a conexão de pessoas de Santa Catarina e especialmente no Estado de São Paulo. Em setembro, dois deles foram flagrados na saída de uma agência do Banco do Brasil, em Itajaí, com R$ 700 mil desviados de um pagamento judicial, segundo a polícia.

Entenda o Caso:
A Polícia Civil, através da Divisão de Defraudações (DD), da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), prendeu em flagrante, na tarde de 18/09, pelos crimes de associação criminosa e furto mediante fraude, Márcio Merfort e Alexandre Menon, em Itajaí. Os conduzidos, ambos empresários em Balneário Piçarras, integram grupo criminoso especializado em fraudes contra instituições bancárias. Dias depois a Polícia Civil prendeu Jorge Luis Krauel, responsável por instalar um dispositivo na agência bancária que permitiria o acesso ao sistema do banco.
Jorge era técnico terceirizado e disse que receberia R$10 mil pelo serviço, porém no depoimento informou que não sabia que o dispositivo seria usado para um golpe.
 
De acordo com a Polícia, a quadrilha agia da seguinte forma: Hackers utilizando equipamentos espúrios acessam remotamente a rede de uma instituição bancária, simulando computador validado da rede bancária. Assim, violam os mecanismos de segurança dos bancos, propiciando a obtenção de informações e transações sigilosas. “Com isso os criminosos trocavam dados de depósitos judiciais e de seus beneficiários, obtendo assim os valores indevidos. A investigação aponta que foram efetuados fraudes em resgates de depósitos judiciais atingindo o montante de R$ 13 milhões”, explica o Delegado Raphael Werling.Segundo o Delegado, um dos falsos beneficiários obteve a vantagem indevida no valor de *R$ 1.479.463,63*, valor este depositado em sua conta bancária. “Os criminosos estavam sendo monitorados, sendo que nesta tarde foram à agência bancária para sacar parte deste valor, R$ 700 mil, momento em que foram abordados. No momento da abordagem, R$ 600 mil, estavam acondicionados em uma mala e R$ 100 mil estavam escondidos na cintura de um dos conduzidos”, afirma. 
Se condenados, a pena pode chegar a 11 anos de prisão.
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